Cinema Paradiso, 'película' que emociona


Percebi olhando os posts antigos do blog, que pouco (ou nunca) falei de filmes, principalmente os clássicos, aqueles bem antigos que tanto admiro e que aprendi a gostar mais ainda depois que 'encontrei' a locadora Oscarito Vídeo na Asa Norte, Brasília (sim, sou daquelas que vai à locadoras, passo horas escolhendo um filme e levo pra casa feliz da vida, rs). Eles tem um acervo de filmes nunca visto antes. Foi boa a visita a locadora, porque assim, conheci filmes que só conhecia de nome que fizeram toda uma geração se emocionar diante a telona. Um exemplo é Cinema Paradiso. O alcance dessa película é imensurável. O filme é tão humano que consegue se comunicar, de igual para igual, com qualquer pessoa que algum dia teve um sonho que parecia além de suas condições. Edificante sem ser piegas, e importante de uma forma que poucos filmes são, “Cinema Paradiso” é também incrivelmente simples e sem requintes. Por vezes, o roteiro – escrito pelo próprio diretor Giuseppe Tornatore – opta por um exagero que poderia empobrecer as cenas em que é empregado (como nas traquinagens de Totó e seus amigos, filmadas no estilo pastelão, ou na reação dos frequentadores do cinema, que riam, choravam e gritavam para a tela). Na verdade, o recurso torna tudo ainda mais rico e interessante, já que sugere que não estamos vendo as coisas como elas de fato aconteceram, e sim como Totó se lembra delas. Isso explica o tom pueril da primeira parte, e os excessos de romantismo na segunda (quando avançam alguns anos e Totó, já mocinho, se apaixona por uma garota da vila – nesse ponto deixa de ser interpretado pelo ótimo Salvatore Cascio para ganhar um rosto adolescente no viril Marco Leonardi, cópia melhorada de Josh Hartnett). E do começo ao fim está o excepcional Philippe Noiret como Alfredo. Premiado com o BAFTA e o European Film Award pelo trabalho, deveria também ter levado Cannes (o filme saiu do Festival com o Prêmio do Júri) e, no mínimo, ser indicado ao Oscar (a Academia também reconheceu “Cinema Paradiso”, dando à Itália outra estatueta de Filme Estrangeiro). Quem vê cinema com olho clínico deve admirar não só a perfeita reconstrução de época (o Paradiso parece uma réplica exata do que deveriam ser as salas do interior italiano), mas principalmente a trilha – linda, atemporal e característica – de Ennio Morricone, uma das minhas favoritas de todos os tempos e essencial para dar ao filme sua identidade.



Sobre o filme:

Logo após o final da Segunda Guerra Mundial, pouco antes da chegada da televisão, o garoto Toto (Salvatore Cascio) vive em uma pequena cidade da Sicília. Ele fica encantado pelo cinema local e procura começar uma amizade com Alfredo (Philippe Noiret), o projecionista rabugento do cinema, que apesar da irritabilidade possuía um ótimo coração. Toda essa história vem a tona quando Toto (Jacques Perrin), agora um cineasta de sucesso descobre que Alfredo faleceu.


A trilha que me emociona...


Fonte: Reprodução

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