Tombos e outros tropeços

A manchete que mais pipocou na internet na semana de moda do Rio - Fashion Rio - não foram as novas tendências, os Vips presentes, os aspirantes a Vip (abafa, rs), Olivia Palermo, tão pouco as blogueiras famosas que desfilavam por lá, mas sim o tombo na passarela no desfile da Blue Man da modelo Ana Claudia Michels. 


Ela cai e é prontamente socorrida por Ana Beatriz Barros (ainda mais admirada pelo feito). Mas não é exatamente sobre o tombo da modelo que quero falar. A pergunta que não quer calar é: Quem nunca levou um tombo na vida? E não me refiro apenas a cair, beber, cair, levantar, tropeçar, mas daquele tombo na vida que achamos que não teremos forças para nos reerguermos. Ana Claudia se levantou, e continuou o desfile com dignidade, mas o tombo deixou 'sequela': machucou o punho e não voltou no final de desfile. A jornalista Érika Palomino falou sobre esse incidente na sua página e levantou uma questão bem reflexiva: se fosse uma novata, teria a mesma atitude de parar e ajudar a colega? Na vida também é assim. Sofremos decepções amorosas, nosso tapete é puxado por 'colegas' de trabalho, amigos traem nossa confiança, perdemos uma excelente oportunidade de mudarmos de cargo no trabalho, pelo simples fato de termos nosso projeto 'roubado', ou ainda observamos essa vaga sendo 'vendida'. Enfim, o que não faltam são motivos para sentirmos a falta do chão e demorarmos a encontrar a saída, a nos levantarmos. Nem sempre temos uma mão 'amiga' para nos ajudar a levantar, como no episódio do desfile, mas assim como a modelo ao cair deu um belo exemplo de como se levantar com classe, com dignidade, assim devemos nos levartar ao tropeçar. Até porque, ninguém está isento de cair, mas de permanecer deitado ou erguer a poeira e recomeçar é uma opção que cabe a cada um decidir.

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