26 julho 2011

Pequenas Peruinhas


Cada vez que vejo alguma manchete relacionada ao comportamento ‘precoce’ de crianças, fico preocupada. Primeiro, porque pretendo um dia ter filhos e quero que ele cresça num universo onde criança vive como criança, adolescente como adolescente e assim por diante. Segundo, porque crianças que pulam etapas, mais cedo ou mais tarde, sofrerão as conseqüências de não ter vivido a sua infância em sua plenitude ou ainda, sofrerão de regressão, estando mais velhos, adotando comportamento infantil. Não raro, você vê meninas cada vez mais cedo grávidas, devido a erotização precoce. Culpo, em parte, às mães, que na maioria das vezes, por não ‘ter tido’ o que queria na infância, ou não ‘ter sido’ alguém que desejaram ardentemente (bailarina, atriz, modelo....), projetam nos filhos seu sonho pessoal. Ninguém me convence que é bonito uma criança de seis, sete anos está toda semana num salão de beleza cuidando das unhas e cabelos ou ainda, viver constantemente em SPA, fazendo massagens e banhos ofurôs. Não vou bater palmas pra uma mãe que injeta botox na filha desde muito pequena, para que ela ‘cresça linda’ e seja Miss (será que é o sonho da filha? Acho difícil!), ou ainda da mãe que dá a sua filha de sete anos, dez mil dólares para colocar próteses de silicone (e quando é censurada, alegar que é para ela usar apenas quando estiver maior de idade).


Sem contar ainda, daqueles que acham engraçadinho ver meninas de cinco anos dançando créu ou qualquer outra música que incita a sensualidade IMprópria para menores de 14 anos, ou ainda mães que acham moderno e ‘bonitinho’ suas filhas querendo roupas da moda, ser blogueira (siiiiimmmm, meninas de sete anos já falam em tendências e desfilam de Chanel, Vuitton e afins, falando que seus blogs serão referências no mundo da moda).


Enfim, é tanta aberração, que ficaria horas enumerando os exemplos a NÃO SEREM SEGUIDOS na hora de educar uma criança. Minha gente, o próprio nome já diz: CRIANÇA. Nessa fase, elas brincam, correm, gastam energia despreocupadamente, no máximo, estudam ou desenvolvem algumas atividades como esportes, aulas de línguas e tantas outras que contribuirão para seu crescimento profissional (num futuro distante). Mas tem tanta gente bitolada (pra não dizer, alienada), ‘roubando’ a infância dos pequeninos, enchendo seu dia a dia de atividades alegando serem para o próprio bem da criança, não deixando espaço para elas viverem a infância como merecem, que me pergunto em que momento ter um comportamento infantil, usar roupas próprias para a idade e a diversão ser apenas brincar no parque ou qualquer outra atividade voltada para esse público, se tornou algo dispensável, pra não dizer descartável??

Pra se pensar e muito a respeito!!!


 Foto: Reprodução

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