14 dezembro 2012

VIAJANDO PARA O EXTERIOR COM ECONOMIA


Se você não é rica(o), nem está rasgando dinheiro ou mesmo está com grana sobrando para se permitir pequenos luxos, certamente vai gostar desse post. Em períodos em que as passagens, principalmente dentro do nosso país, estão caríssimas - com o valor cobrado para ir para o Nordeste nessa época festiva, dá para fazer um fazer um tour pela Europa, se duvidar -, viajar para o exterior de forma econômica é uma boa pedida não?! 

Fui na semana passada com o namô para o Uruguai e Buenos Aires e acreditem, gastamos com passagem para as duas cidades em torno de R$ 1.600,00. Pois é, fazendo um comparativo, o trecho Rio-Brasília-Rio está saindo para uma pessoa R$770,00, e isso saindo essa semana, porque se deixar pra próxima já passa da casa dos mil reais. Poderíamos ir direto para Buenos Aires, por exemplo, pagando pacote turístico, mas além de estar mais caro, e termos outra prioridades agora (casar, por exemplo), ficaríamos 'presos' a programação da agência. Indo por conta própria, temos a liberdade de conhecer melhor a cidade. É só comprar um mapa e aproveitar. 

E como fizemos uma viagem com excelente custo x benefício, achei que seria legal dividir com vocês a experiência, afinal, muita gente deixa de viajar, por acreditar que ir para o exterior custam as córneas, o que não é verdade. Dá pra fazer um passeio bacana, sem mexer nas economias ou se endividar. Essas dicas, claro, são para 'os marinheiros de primeira viagem', já que quem tem o aeroporto como sua segunda casa, deve estar careca de saber tudo isso, e claro, para uma viagem econômica. Vamos conferir algumas dicas úteis para fazer uma viagem sem sustos (quando chegar a fatura do cartão de crédito)?!


- Não perca tempo indo a casas de câmbio. Habilite seu cartão de crédito e débito para uso no exterior (no banco do brasil pode ser feito pelo bankline), e opte por fazer saques, pois os mesmos são contabilizados como aquisição de moeda, então só incide 0,38% de IOF (e não os 6,38% de IOF da função crédito do mesmíssimo cartão).

- Pode sacar em qualquer caixa eletrônico de qualquer banco, mais evite bancos nacionais como Santander ou Itaú, pois cobram uma taxa alta por cada saque. Em inglês selecionar a operação WITHDRAWAL (retirada) no modo CHECKING ACCOUNT (conta corrente).

- Para não ter imprevistos é bom avisar a operadora do cartão de crédito sobre os lugares em que você utilizará o cartão.

- Pesquisar os preços dos produtos que pretende comprar antes de viajar e levar dinheiro vivo (pode ser dólar ou real), para aproveitar as lojas Duty Free. Nem todos os preços são mais os 'mais em conta, mas tem bastante coisa por menos da metade do valor cobrado no Brasil.

- A receita federal só permite US$ 500 dólares em compras por passageiro, se houver fiscalização eles cobrarão uma taxa de 50% do valor da nota do produto.

- Anotar a cotação do dólar e do peso uruguaio e argentino para referência.

- Na maioria dos países da América do Sul a viagem pode ser feita usando apenas a Carteira de Identidade, mas a mesma tem que estar bem preservada e emitida por órgãos públicos. Não são aceitos identidades militares, de conselhos profissionais ou mesmo Carteira de Habilitação. Em todos os casos prefira o passaporte e este tem que ter validade de pelo menos 6 meses.

- Pesquise os hotéis pelo site booking.com pois este não cobra tarifa.

- Evite pegar táxi no aeroporto pois cobram caro, passa ônibus para Montevidéo na porta do aeroporto.

- Anotar os telefones e endereço da embaixada brasileira no país que pretende ir e avisar a mesma de que você estará indo pra lá, ou avise depois que chegar (isso ajuda caso o Itamaraty precise evacuar os brasileiros em situação de emergência).

- De Montevidéu a Buenos Aires pode-se ir de 3 formas:

- A primeira, e mais em conta, é ir via Colonia del Sacramento — você vai de ônibus até Colônia (2h30 de percurso), depois continua de barco (1h de travessia no barco rápido, 3h de travessia no barco lento). Com a Buquebus pode sair desde 100 pesos argentinos pegando o barco lento (US$ 25) ou 220 pesos argentinos indo no barco rápido (US$ 55). O tempo de viagem total varia entre 4h (ônibus + barco rápido) a 6h (ônibus + barco lento). Outras companhias que fazem a viagem são a Colonia Express e a Seacat. É bom lembrar que os preços variam conforme a antecedência da compra (e que as tarifas promocionais só podem ser compradas pela internet). Normalmente, Colonia Express e Seacat são mais barateiras que a Buquebus. Se você for atravessar com carro, só pode ir pela Buquebus (selecione a opção “bodega”).

- A segunda maneira de fazer a travessia do Prata é pegando o barco direto de Montevidéu a Buenos Aires. A única empresa que opera esta rota é a Buquebus. A viagem dura 3 horas, em barco rápido. A passagem pode custar desde 289 pesos argentinos (US$ 72). Os barcos carregam carros (selecione a opção “bodega”).

- E a terceira opção é ir de avião, bien sûr.

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