11 junho 2013

O GRANDE GATSBY, NA MINHA "HUMILDE OPINIÃO"


Seria redundante dizer que amo ir ao cinema nos finais de semana (ok, poderia ser todo dia?!rs), não é verdade? Quem me conhece sabe o quanto amo ver filmes (seja no cinema, em casa debaixo do edredon, em frente o computador...), e quem acompanha esse blog diariamente deve ter visto minha ansiedade para ver "O Grande Gatsby", filme que estreou na última sexta-feira e estava para ter um filho (mesmo sem estar grávida) se não visse logo. Exagerada? Sempre. Adoro um drama, rs.

Mas tirando os excessos dessa blogueira que vos fala, eu realmente estava uma pilha pra ver o filme mais comentado e aguardado nos últimos tempos, então nem pensei duas vezes quando o Paulo (amor) perguntou se eu gostaria de ir ao cinema no domingo. Confesso que esperava mais do filme. Sei lá, acho que criei muita expectativa e não 'bateu'. O filme, baseado na obra publicada por F. Scott Fitzgerald, situado em 1922 e narrado por Nick Carraway, personagem vivido por Tobey Maguire, que testemunha o conturbado romance entre Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio) e Daisy Buchanan (Carey Mulligan), entretém, mas não passa disso. 


Não que o filme não seja bom. Seria ridículo da minha parte não admitir que o longa trás excelentes atores (sou muito fã do DiCaprio) e figurinos de tirar o fôlego (Miuccia Prada arrasou!). Mas é só. Desenvolvido por Catherine Martin com a colaboração de Miuccia (segundo a “Vogue” britânica, a parceria rendeu cerca de 40 modelos, que, em sua maioria, foram produzidos a partir dos arquivos da Prada e da Miu Miu), o figurino, de fato, é a parte mais deslumbrante do longa-metragem, seguido, é claro, da apresentação dos suntuosos brilhantes da Tiffany (meu coração disparou quando Daisy, personagem de Carey Mulligan mostrou seu anel de noivado. S.U.R.R.E.A.L!). 


Achei a caracterização bem condizente com a época. A moda adotada até o final da década de 1920 reflete fielmente ao momento de prosperidade pelo qual passava a sociedade americana, enriquecida após a Primeira Guerra Mundial, mas que acabou em 29 de outubro de 1929, com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Mas mesmo com toda a riqueza, luxo e euforia que são apresentadas em toda a trama (especialmente nas grandes festas oferecidas por Gatsby), achei o filme de modo geral superficial. A começar pela trilha sonora. O que eram aquelas músicas de Lana Del Rey, Florence and the Machine, e toda a trilha assinada por Jay-Z? Rap e Pop? Cadê o jazz minha gente? Juro que fiquei bastante decepcionada com a trilha musical. Esperava bem mais. Amo jazz e imaginava belas composições embalando o filme, mas pouco se ouviu durante as duas horas e vinte de filme. 


Enfim, não dá para sair do cinema sem refletir o comportamento humano de um modo geral. Sim, trazendo para a realidade, muito se vê no nosso cotidiano do que se passa ali: riqueza ligada a superficialidade e/ou futilidade, e mais ainda, pessoas que vivem presas ao passado (como Jay Gatsby que tinha a ideia quase obsessiva de ter Daisy ao seu lado, mesmo depois de tantos anos distantes e a mesma sendo casada). O vazio luxoso fica evidente nas festas promovidas por Gabsty (onde aparecem milhares de pessoas que ele desconhece), com a esperança de que Daisy um dia aparece.

E quando isso acontece, ele vê que tudo não passou de uma triste fantasia, criada por ele mesmo. Não vou contar mais, para não frustrar quem ainda não viu e deseja fazê-lo, mas eu me sentia 'na obrigação' de dizer como me senti, e o que realmente achei do filme que tinha tudo para ser brilhante e não passa de um filme com excessos...

Não sabe de que filme estou falando (em que planeta mesmo você estava??)? Então aperte o play:


Reprodução

Nenhum comentário:

Postar um comentário

COLEÇÃO LIMITED CRIS BARROS PRA INSPIRAR!

Fotos: Reprodução Sou apaixonada pelo trabalho da Cris Barros. Sempre inovando, sua coleção a cada estação é singular e inspirador...