20 abril 2015

I'M NO ANGEL


Em busca de algo agregador ou somente relevante para o blog, me deparei com a campanha da marca de lingeries Lane Bryant, e não resisti em falar a respeito das imagens que tem movimentado as redes sociais (não deveria, mas está). Sob a hashtag #imnoangel, a campanha traz modelos plus size - especialidade da marca -, para dar aquela alfinetada nos padrões determinados pela indústria da moda, que insiste em valorizar apenas o corpo magro, esquálido, quase sempre sem forma. 

I'm not angel é uma critica, mesmo que não diretamente, à marca Victoria Secrets e suas angels – como são conhecidas as modelos que desfilam para a marca – que canonizaram um padrão de beleza feminino quase inatingível. Sim, porque convenhamos, a mulher brasileira, principalmente, tem curvas e formas, com padrão bem distante do apresentado nas passarelas. 


Muito me preocupa esse 'culto' pelo corpo perfeito, sim, porque o que pode ser perfeito pra mim, pode não ter o menor valor para a vizinha, ou a colega de trabalho. E ai, por isso elas são menos bonitas, ou deverão ser menos valorizadas por isso?! Posso gostar do corpo magro e sem formas, a vizinha do corpo sarado, e a colega de trabalho não estar nem ai para as gordurinhas a mostra, e te pergunto: "existe algo de errado nisso?!" Acho que estando em paz com o espelho, gostar de verdade do que está vendo, cada um sabe de si, e ninguém tem nada a ver com isso. 


Sério, cada vez que vejo o noticiário de alguma jovem que foi a óbito (ou sofreu sérios danos) por cirurgias - clandestinas ou mal feitas - em busca desse padrão exposto em exaustão pela mídia, penso onde e quando vamos parar, e nos aceitar como realmente somos (com nossas raízes genéticas, 'defeitos' e afins), sem se importar com os padrões impostos pela sociedade. 


Não estou dizendo que não devemos buscar melhorias, até porque seria hipocrisia para quem almeja colocar próteses de silicone nos seios (mini) um dia, mas alerto para a busca desenfreada pela beleza que jamais terá (é só observar o Ken e Barbie 'humanos', e outros que fazem tantas cirurgias que se tornam seres irreconhecíveis). Quando alguém precisa fazer tanta intervenção para ser aceito, é hora de procurar ajuda profissional, para entender os motivos reais da frustração como um todo.


E quer saber, já vi de perto meninas lindas reclamando que estavam sozinhas, que ninguém as olhava, e ao mesmo tempo ver aquela que para muitos não chamaria a atenção pelo corpo com formas em excesso, mas era tão auto-confiante, tão em paz com seu corpo do jeitinho que era, comendo o que bem entendia (gente que só fala comida light, alimentos sem glúten e lactose, e afins é um saco, vamos combinar!), que atraia os olhares de todos que a conhecia. Seu riso era contagiante, e a atração que exercia nos homens era de causar inveja a qualquer garota de manequim PP.

E é esse o ponto que quero chegar. Não importa se você não tem as medidas da Gisele Bündchen, Alessandra Ambrósio ou qualquer outra modelo de passarela, ou mesmo de alguma musa fitness, o que importa de verdade, é se amar, estar feliz e em paz com o espelho. Com a vida!


Reprodução

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