CRÔNICA :: DESAPEGA

Levanta a mão quem não tem ou teve em algum momento da sua vida, algum tipo de  apego. Seja pelos pais, pelos amigos, pelo seu animal de estimação, uma roupa, um sapato, bolsa, não importa. Todos, em maior ou menor proporção se apega a algo. Não deveríamos, mas fazemos isso. Sim, eu admito que sempre fui uma pessoa muito "apegada". Com as roupas ou sapatos preferidos, sempre tinha uma desculpa na ponta da língua para não emprestar para quem quer que fosse, como se essa atitude fosse impedir que a peça estragasse ou a tornasse eterna. Bobagem, nem nós humanos somos eternos, quem dirá uma vestimenta, por mais qualidade que tenha.

Com os amigos não era diferente (e é sobre eles que quero falar). Era a amiga presente, solícita, que nunca dizia NÃO. Mas um belo dia, depois de muita análise dessa postura, comecei a entender que quem diz sim pra tudo e todos, diz NÃO PRA SI. E era verdade. Percebi que não precisava estar onde não queria (queria estar num concerto ou mesmo numa boite e os amigos no pagode. Ver o filme "A" e os amigos "B", e por ai vai), ou falar somente o que as pessoas queriam ouvir, se isso realmente não era o que eu queria fazer. Só pra agradar!

Uma relação de amizade é uma via de duas mãos, e se somente uma que funciona (cede, visita, liga, dá atenção, presentes e afins), tende a não durar por muito tempo. Quando me dei conta dessa postura, mudei. Decidi não estar onde não queria, ou COM QUEM não queria, e ainda, não falar apenas o que poderia agradar as pessoas. Tenho um amigo que falava que eu sofria do "mal da popularidade". E é verdade. Vivia rodeada de gente, meus aniversários eram sempre uma farra (gostava muito de comemorar com festa e/ou churrasco), mas bastou eu começar a dizer NÃO, pra muitos se afastarem. No começo senti falta, sofri, mas hoje vejo que foi melhor assim. Um filtro natural de quem deve estar ao meu lado, exatamente como sou, com meus defeitos e qualidades.

Hoje percebo que não preciso fazer ou falar o que não quero, somente para agradar alguém. Um verdadeiro amigo, entende quando você é dura ou fala algo que não o agradou, não foi por maldade, mas por querer seu bem. Quem é amigo, entende quando você precisa dele, antes mesmo de você falar. Entende quando precisa se ausentar, mas sem se afastar completamente. O verdadeiro amigo não vive grudado a você (até porque todos tem sua rotina, compromissos, marido, filhos...), mas nunca (NUNCA MESMO) desaparece de sua vida, sem deixar vestígios.

Aprendi com o tempo a 'soltar a corda' que me 'prendia' a algumas pessoas. Amigo de infância, colega de faculdade, de academia, de trabalho, não importa. Se o interesse pela amizade só parte de um, não vale a pena ter. Vocês podem ter sido os melhores amigos na infância e/ou adolescência, podem ter sido inseparáveis em algum momento da vida, mas se o destino os levou para caminhos diferentes, e hoje não existe reciprocidade em manter os laços que o uniram (somente você que mostra interesse nessa relação), é melhor desapegar.

Não é tão simples quanto parece. Mas não é impossível. É parar um segundo e refletir o grau de importância dessa amizade HOJE na sua vida: é verdadeira? Tem reciprocidade? Torcem um pelo outro e compartilham dos momentos bons e ruins da vida um do outro? Caso seja negativa qualquer uma dessas perguntas, é melhor guardar as lembranças "dessa amizade" num bau, colocar embaixo na cama (sentido figurado, ok), e seguir seu caminho. Sem olhar pra trás! 

Foto: Reprodução

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