CRÔNICA :: SOBRE DESISTIR E RECOMEÇAR!

Acho que desde que criei o blog em 2010, nunca fiquei tanto tempo sem escrever aqui. Claro, que por ser um trabalho autoral e que faço sozinha, sempre tirava alguns dias "off", mas sempre deixando posts programados. Dessa vez não foi assim. Simplesmente parei. Perdi o "time" e o "tesão" que sempre me motivaram a escrever diariamente. Quatro meses se passaram e fiquei me questionando sobre parar de vez, (já que ao longo de tanto tempo, o blog não me trouxe nenhum retorno, principalmente financeiro) ou dar mais uma chance a esse espaço que tenho tanto amor e apego!

Claro, que pensei em parar de vez, já que ter um blog, demanda tempo, já que pesquisamos assuntos, imagens, criamos montagens, texto, enfim..., mas não consigo cogitar a ideia de ter "nadado até aqui e morrido na praia". Sei que assim como muitas revistas de moda e beleza foram encerradas recentemente, seja pela crise em que o país vive, ou mesmo, pela demanda digital, blogs bons também tem deixado de existir ( não sei se pelo desinteresse no assunto ou molde de leitura). Mas uma coisa é certa: as pessoas de modo geral, têm buscado cada vez mais espaço com notícias rápidas (ou pílulas, como muitos chamam) e como revistas duravam até um mês para chegar na casa do leitor, estava fadada a ter que encerrar suas atividades (embora muita gente - como eu - não abra mão de comprar e folhear revistas).

Tá Luzia, mas é porque parou de escrever diariamente no blog? Bom, todo mundo em algum lugar do planeta está passando (ou já passou) por alguma grande dificuldade, seja ela financeira, amorosa, familiar, de saúde, enfim... ninguém está ileso aos problemas. Mas o que fazer quando vem a tempestade? Nadar, nadar e nadar, até encontrar a margem? Boiar e esperar o socorro? Ou desistir e se afogar? Se você desistiu, ainda que por algum tempo, toca aqui. Eu te entendo, pois foi exatamente o que eu fiz! 

Eu desisti! Desisti de acreditar, desisti de lutar. Simplesmente... DESISTI!Criei expectativas altas demais para minha vida e me decepcionei. Mas, pior que as expectativas, foram os erros: não planejei, não foquei e fiquei a ver navios. Me vi com 41 anos sem ter me encontrado em nenhuma profissão (me formei em Educação Física, migrei pra Moda e por fim, me aventurei no empreendedorismo com uma marca de camisetas), não tinha gerado os filhos que sonhei (engravidei e perdi), não conclui os livros que comecei a escrever (aliás, não termino nem os que leio), não plantei uma árvore... enfim, a lista era interminável.

E isso gerou uma cobrança e frustração tão grande, mas tão grande, que parei de tentar. Travei. Estagnei e deixei de acreditar que era capaz, de continuar lutando pelo o que sonhava e acreditava. Deixei de investir e apostar nesse espaço (que embora já tenha há quase oito anos e nunca ganhei um $$ com ele, nunca joguei a toalha de vez, porque embora não me rendesse frutos financeiros, me permitiu conhecer muita gente bacana e estar presente em eventos muitos bons, que certamente, sem a existência do blog, eu não teria participado), de empreender (criei uma marca de camisetas e não tive nenhuma aceitação), de me lançar.

Parei de lutar e fiquei na zona de conforto (bela, recatada e do lar. Ou quase isso, rs). Massss, a zona de conforto um dia começa a incomodar. Incomoda tanto, que começa a doer. Enquanto é "confortável", vamos ficando... ficando... e o tempo passando, até o dia que incomoda muito e nos damos conta que a zona de conforto, não é tão confortável assim. E o que é pior, nada acontece!

E quando você desperta, se dá conta do tempo que perdeu. Suas cobranças e a pressão ficam maiores ainda. Pressão principalmente nossa sobre nós mesmas. Acho que ficamos tanto tempo remoendo e questionando onde erramos, que não nos damos conta da energia e tempo desperdiçados. Não fez? Fez e não deu certo? Bola pra frente. É se reinventar e (re)pensar no que fará daqui em diante. 

Não dá pra ficar pensando no tempo perdido. O tempo é implacável. Você piscou, tinha 15 anos. Piscou de novo, chegou aos quarenta, sem se dar conta da velocidade com que passou (e do tempo que perdeu).

Então é isso! Perdi muito tempo questionando onde errei, pensando no que realmente eu queria fazer na vida, mas estou de volta ao jogo e com fome de vitória. Desistir não é mais uma opção. Eu tive muita sorte, afinal, mesmo quando deixei de acreditar em mim, meu parceiro, meu amor, àquele que Deus colocou no meu caminho para me ajudar a crescer e evoluir, nunca deixou de me incentivar e acreditar em mim. E Porque estou falando tudo isso? Porque eu quero acreditar que vale a pena continuar sonhando, batalhando... vencendo. Que nem um sonho é em vão  e que um dia eles se realizam. E para aqueles que em algum momento, pensaram ou jogaram a toalha, "vem comigo, vamos tentar mais uma vez"!

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